Avaliação G1 · Tema 04

Evolução do Desemprego no Brasil

Dashboard analítico do desemprego entre 2015 e 2024, construído com Python, Pandas, Matplotlib, Seaborn, SQLAlchemy, SQLite e Streamlit.

Disciplina: Linguagens de Programação · Professor: Alexandre Neves Louzada · Aluno: Marcell Sidaco de Moraes

01Sobre o projeto

O desemprego é um dos principais indicadores socioeconômicos de um país: afeta a qualidade de vida, a renda das famílias, o consumo, o desenvolvimento regional e o crescimento econômico.

Este projeto analisa uma base simulada com 800 registros (20 estados x 40 trimestres) para identificar tendências, regiões mais afetadas, estados críticos, períodos de crise e de recuperação econômica.

O fluxo completo vai da leitura do CSV bruto até a publicação online: limpeza e engenharia de atributos no notebook, persistência em um banco SQLite com modelo relacional em SQLAlchemy, dashboard multipágina em Streamlit e esta página no GitHub Pages.

02Perguntas orientadoras

  1. Quais regiões apresentam maior desemprego?
  2. Quais estados apresentam menores taxas?
  3. Existem períodos de crise econômica mais evidentes?
  4. O desemprego aumentou ou diminuiu ao longo do tempo?
  5. Existem diferenças relevantes entre regiões?
  6. Há sazonalidade em determinados setores?
  7. Quais grupos parecem mais vulneráveis?

03Métricas analisadas

Taxa média de desemprego
9,90%
Média geral de 2015 a 2024
Estado com maior desemprego
Ceará
13,65% de taxa média
Região mais afetada
Nordeste
13,28% contra 6,79% no Sul
Total de desempregados
253,84 mi
Soma de todos os trimestres de 2015 a 2024; 5,37 mi no 4º trimestre de 2024
Renda média nacional
R$ 2.790,65
Média salarial mensal
Evolução da taxa
10,36% → 8,48%
-1,88 p.p. entre 2015-T1 e 2024-T4

04Tecnologias

Python Pandas Matplotlib Seaborn Streamlit GitHub NumPy Plotly SQLAlchemy SQLite Requests (API do IBGE) GitHub Pages Streamlit Community Cloud
Funcionalidade avançadaComo foi feita
Persistência em bancoSQLite gerado pelo notebook com o ORM do SQLAlchemy
Modelagem relacionalTabelas regiao, uf, setor e indicador_trimestral com chaves estrangeiras; o app lê com JOIN
Dashboard multipáginaSeis páginas com st.navigation e filtros compartilhados
Mapa interativoMapa coroplético Plotly com a malha oficial do IBGE
Séries temporais e correlaçãoMédia móvel, variação anual, tendência linear e correlação de Pearson

05Principais gráficos

Linha temporal da taxa média de desemprego com picos em 2016 e 2020 a 2021
Evolução trimestral com média móvel: picos na recessão de 2016 e na pandemia.
Taxa média anual por região
As cinco regiões oscilam juntas, mas a ordem entre elas nunca muda.
Ranking da taxa média por estado
Ranking estadual: os cinco estados do Nordeste lideram; os três do Sul têm as menores taxas.
Heatmap da taxa média por ano e trimestre
Heatmap trimestral: o pior momento foi o 3º trimestre de 2020 (11,85%).
Taxa por região e ano e diferença entre regiões
Desigualdade regional entre 5,4 e 7,3 p.p. em todos os anos.
Dispersão entre renda média e taxa de desemprego
Renda x desemprego: correlação praticamente nula (r = 0,02).
Estados com mais trimestres em risco crítico
Bahia, Ceará e Paraíba concentram os trimestres em risco Crítico.
Sazonalidade por setor e trimestre
Sazonalidade fraca; a Indústria oscila mais, com pico no 3º trimestre.

06Arquivos do projeto

07Dashboard interativo

O dashboard no Streamlit Community Cloud tem seis páginas (início, visão geral, evolução temporal, regiões e estados, análise econômica, dados e conclusão) e filtros por ano, trimestre, região, estado, setor econômico e nível de risco.

Os KPIs, gráficos e textos de interpretação são recalculados a cada filtro. Há mapa interativo, tabela dinâmica configurável e download dos dados filtrados.

Acessar o dashboard
Página Regiões e estados do dashboard com mapa do Brasil

08Principais conclusões

Tendência de queda com duas crises.

A taxa caiu de 10,36% para 8,48%. Os picos de 2016 (recessão) e de 2020 e 2021 (pandemia) foram seguidos de recuperação, e 2024 teve a menor média anual da série.

Desigualdade regional estrutural.

O Nordeste tem taxa cerca de duas vezes maior que a do Sul, e a ordem entre as regiões é a mesma nos dez anos analisados.

Estados críticos concentrados.

Bahia, Ceará e Paraíba lideram em trimestres de risco Crítico; Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm as menores taxas.

Variáveis econômicas explicam pouco.

Renda, inflação, vagas formais e setor têm correlação próxima de zero com o desemprego nesta base. A recomendação é focar políticas de emprego no Nordeste e no Norte.

09Propósito pedagógico

Projeto desenvolvido para a Avaliação G1 da disciplina Linguagens de Programação, ministrada pelo professor Alexandre Neves Louzada. O objetivo é praticar um ciclo completo de análise de dados (tratamento, exploração, KPIs, visualização, banco de dados, dashboard e publicação) com foco em interpretar o cenário econômico e apoiar a tomada de decisão, mais do que apenas gerar gráficos. A base é simulada e foi disponibilizada no repositório Dados-Simulados-G2.